O advogado Matheus Milanez, responsável pela defesa do general Augusto Heleno, classificou como imparcial a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na formação da maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus na chamada trama golpista, nesta quinta-feira (11).
O advogado Matheus Milanez, responsável pela defesa do general Augusto Heleno, classificou como imparcial a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na formação da maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus na chamada trama golpista, nesta quinta-feira (11).
Em seu Instagram, Matheus destacou que um sistema judicial apenas é forte quando sua autoridade emana confiança pública em sua imparcialidade. “Se um julgamento é percebido pela sociedade como um roteiro com final já escrito, onde os protagonistas importam mais do que as provas, o processo perde sua essência.”, escreveu.
A defesa de Augusto Heleno reforçou que os réus não estavam sendo julgados apenas pelas provas, mas sim por quem eram. “Chamar isso de defesa da democracia é ignorar que a democracia depende, antes de tudo, de instituições que sejam e pareçam justas”, finalizou.
Maioria formada no STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria pela condenação de Jair Bolsonaro e mais sete acusados pelos crimes de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi o primeiro a votar pela condenação. Seu posicionamento recebeu o apoio dos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Já o ministro Luiz Fux abriu divergência, manifestando-se pela absolvição do ex-presidente.
Além de Bolsonaro, a Turma formou maioria pela condenação de outros sete réus do núcleo, considerado o “crucial” da trama golpista:
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro e candidato a vice na chapa derrotada.
