O brutal assassinato de Fernanda Mangiavacchi, de 44 anos, e seu filho Maurício, de 20, ocorrido na região de Campinas, completa três anos e segue marcando a história local. Atraídos por uma promessa de devolução de dinheiro emprestado, mãe e filho caíram em uma emboscada armada pelo empresário César Moranza Júnior. O autor foi julgado e condenado a 83 anos de prisão por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Três anos após um dos crimes mais brutais registrados na região de Campinas (SP), o assassinato da mãe Fernanda Mangiavacchi, de 44 anos, e do filho Maurício Mangiavacchi, de 20, em Hortolândia, ainda causa comoção.
Mãe e filho desapareceram depois de saírem para um encontro com o empresário César Moranza Júnior, ex-companheiro de Fernanda, que havia prometido devolver uma grande quantia em dinheiro que ela havia emprestado para ele após vender um apartamento.

César Moranza Júnior foi condenado pelo crime (Foto: Reprodução)
Crueldade do crime
Segundo a investigação, Fernanda e César mantiveram amizade mesmo após o fim do relacionamento. Depois de vender um apartamento, ela confiou ao ex-companheiro o dinheiro da negociação para que ele aplicasse o valor em investimentos.
Com o passar do tempo, porém, as promessas de devolução começaram a ser adiadas, até que Fernanda intensificou as cobranças. Desconfiada, ela decidiu não ir sozinha ao encontro marcado por César para receber o dinheiro.
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Fernanda foi acompanhada do filho Maurício, mas, de acordo com a Polícia Civil, ambos caíram em uma emboscada preparada pelo empresário.
Os dois foram assassinados e, na tentativa de dificultar a identificação e ocultar o crime, tiveram os corpos desmembrados. Partes dos cadáveres foram descartadas em diferentes pontos de Hortolândia e Sumaré, enquanto outras permaneceram escondidas em imóveis ligados aos investigados. A crueldade do crime chamou a atenção até mesmo dos policiais responsáveis pela investigação.
Condenação do ex
As investigações apontaram que César contou com a ajuda de outras pessoas para ocultar os corpos e eliminar vestígios. A Polícia Civil conseguiu esclarecer o caso poucos dias após o desaparecimento das vítimas, reunindo provas que levaram à prisão dos envolvidos.
Em agosto de 2025, César Moranza Júnior foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e condenado a 83 anos de prisão pelos homicídios qualificados de Fernanda e Maurício, além de crimes relacionados à ocultação e destruição dos corpos. A sentença destacou a premeditação do duplo assassinato e a extrema violência empregada na execução das vítimas.
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