O secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, negou que a polícia tenha decapitado corpos encontrados após a operação nos complexos da Penha e do Alemão. Ele afirmou que moradores e criminosos removeram cerca de 70 cadáveres de uma área de mata e os enfileiraram em uma praça, acusando-os de “vilipêndio de cadáver”. A perícia, acompanhada pelo Ministério Público, vai apurar se as lesões ocorreram antes ou depois da morte. Até agora, 50 corpos foram identificados, e 15 já foram liberados para sepultamento.
O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, negou que os corpos decapitados encontrados após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão tenham sido mutilados por policiais. “Quem disse que foi a polícia que cortou a cabeça?”, respondeu Curi ao ser questionado por jornalistas durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (30).
Segundo o secretário, moradores e supostos criminosos teriam removido cerca de 70 corpos de uma área de mata e os enfileirado na Praça São Lucas, com o objetivo de gerar impacto midiático. Curi classificou o ato como “vilipêndio de cadáver” e afirmou que a polícia investiga fraude processual na remoção dos corpos, supostamente feita com o uso de carros roubados.
Ele também destacou que a retirada indevida pode ter causado novas lesões nas vítimas, e que apenas a perícia, acompanhada pelo Ministério Público do Rio, poderá determinar se os ferimentos ocorreram antes ou depois da morte.
Até o momento, 50 corpos foram identificados, e 15 já liberados para sepultamento. Curi afirmou que a lista oficial será divulgada “em momento oportuno”.
O secretário ainda criticou o trabalho de alguns defensores públicos que tentaram acompanhar as perícias no IML, chamando-os de “minoria lacradora”. Em resposta, a Defensoria Pública do Estado acusou a Polícia Civil de dificultar o acesso às necrópsias, enquanto o secretário de Segurança, Victor Santos, reforçou que o Ministério Público está acompanhando todas as análises.
A megaoperação, considerada a mais letal da história do estado, deixou mais de 100 mortos e segue sob investigação.