A família de Tarciana Nogueira do Nascimento, de 36 anos, assassinada pelo ex-companheiro em Itatiba (SP), revelou que a vítima vivia há anos um relacionamento marcado por violência. Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias, um sobrinho da mulher, que preferiu não ser identificado, afirmou que os familiares tentaram convencê-la diversas vezes a não reatar com o agressor, mas ela sempre acabava retomando o relacionamento.
A família de Tarciana Nogueira do Nascimento, de 36 anos, assassinada pelo ex-companheiro em Itatiba (SP), revelou que a vítima vivia há anos um relacionamento marcado por violência. Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias, um sobrinho da mulher, que preferiu não ser identificado, afirmou que os familiares tentaram convencê-la diversas vezes a não reatar com o agressor, mas ela sempre acabava retomando o relacionamento.

Recado na parede (Foto: reprodução)
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Segundo o sobrinho, a família foi surpreendida com uma ligação da Polícia Civil pedindo que a irmã de Tarciana comparecesse à delegacia.
“Eu estava em casa com a minha mãe, que é irmã dela, quando recebemos uma ligação. O policial pediu para irmos até a delegacia porque tinha acontecido alguma coisa, mas disse que não poderia falar por telefone.”
Já na unidade policial, os familiares receberam a confirmação de que Tarciana havia sido assassinada.
Mais de 20 anos de relacionamento
O familiar contou que Tarciana e Francisco Airton Domiciano Santos mantinham um relacionamento de aproximadamente 20 anos, marcado por separações, reconciliações e episódios de violência.
“Era um relacionamento muito conturbado, com muitas brigas e agressões da parte dele. A gente nunca imaginou que fosse terminar desse jeito.”
Medida protetiva foi retirada
Segundo o sobrinho, a vítima já havia conseguido uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Na época, Francisco chegou a ser preso em flagrante por descumprir a decisão judicial.
Assista ao vídeo:
“Ele ficou preso por cerca de 15 dias. Enquanto ele estava preso, ela retirou a medida protetiva. Quando ele saiu, voltou a morar com ela. A gente acreditava que as coisas poderiam melhorar.”
Família tentou impedir reconciliação
O entrevistado afirmou que os familiares sempre alertaram Tarciana sobre o risco de manter o relacionamento.
Durante um período de separação, ela chegou a morar na casa do sobrinho.
“Nós aconselhávamos ela de todas as formas. Ela sabia do risco que corria, mas eram escolhas dela. Infelizmente, a gente não podia decidir por ela.”
Vítima iria trabalhar
Segundo o sobrinho, Tarciana trabalhava e deveria comparecer ao serviço na manhã do crime.
“Ela ia trabalhar naquele dia, mas não apareceu e também não respondeu nenhuma mensagem. A gente pensou que tivesse perdido a hora.”
Somente no fim do dia a família recebeu a confirmação da morte.
Investigação
Francisco Airton Domiciano Santos foi preso em flagrante após ser encontrado tentando se esconder dentro de um bueiro próximo ao local do crime.
Ele foi indiciado por feminicídio e permanece preso à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua investigando o caso.
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