Testemunha afirmou à investigação que o grupo responsável pelos saltos no caso de Maria Eduarda, em Limeira, teria usado um CNPJ falsificado para atuar como empresa. O depoimento também aponta possível falta de estrutura e amadorismo. A Polícia Civil investiga três pessoas e apura ausência de autorização e falhas na organização dos eventos.

Maria Eduarda (Foto: reprodução)
Maria Eduarda (Foto: reprodução)

Em depoimento exibido pelo canal Paulo Mathias, uma testemunha afirmou que o grupo se apresentava como uma “equipe-empresa”, mas que, na prática, não havia constituição formal da organização.

Segundo o relato, teria sido apresentado um CNPJ que não corresponderia a uma empresa de fato.

Rope jump (Foto: reprodução)

“Falaram que era uma equipe-empresa, só que não era uma empresa. Tanto é que eles falsificaram o CNPJ pra passar pra gente, pra poder a gente permitir que eles fizessem algo em algum lugar”, afirmou a testemunha.

Ainda de acordo com o depoimento, o suposto registro teria sido usado para viabilizar a realização de atividades e eventos.

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Suspeita de estrutura irregular e falta de segurança

A testemunha também relatou que o grupo teria apresentado informações como a existência de bombeiro civil e estrutura de segurança, o que posteriormente teria sido questionado.

Segundo o depoimento, o CNPJ apresentado não teria validade, o que levantou dúvidas sobre a regularidade da atuação da equipe.

“Na verdade, a gente foi descobrir agora que esse CNPJ nem existe”, disse.

Investigação aponta ausência de autorização e amadorismo

De acordo com a delegada responsável pelo caso, a investigação identificou indícios de falta de estrutura adequada, ausência de autorização para a atividade e possível amadorismo na condução dos trabalhos.

A apuração busca esclarecer se houve falhas graves na organização dos eventos e se essas condições podem ter relação com a morte de Maria Eduarda.

Grupo teria sido montado em curto período

A testemunha ainda destacou que a equipe teria sido formada em um intervalo considerado curto para o tipo de atividade desempenhada.

Segundo o relato, a construção da estrutura do grupo em poucos meses seria incompatível com o nível de organização exigido para eventos de risco.

“Em seis meses, a gente não consegue fazer o que nós levamos dez anos pra fazer”, afirmou.

Três investigados seguem sob análise

A Polícia Civil mantém três pessoas no foco das investigações. O objetivo é apurar a responsabilidade de cada envolvido, além de verificar a regularidade da empresa e possíveis irregularidades na documentação apresentada.

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