Pe Lu revelou que enfrentou uma forte crise financeira após o fim da Restart, em 2014, e precisou reconstruir a carreira longe dos palcos. O cantor contou que cometeu erros na administração do dinheiro, investiu em novos negócios para recomeçar e, mais tarde, passou a gerenciar a carreira do sobrinho, João Guilherme. Apesar das dificuldades, ele nunca abandonou a música e conciliou a vida empresarial com o projeto solo Selva.
Pe Lu fez um relato sincero sobre as dificuldades financeiras que enfrentou após o encerramento das atividades da banda Restart. Em uma publicação nas redes sociais, o músico revelou que precisou recomeçar praticamente do zero e buscar novas oportunidades de trabalho para reconstruir sua vida profissional.

João Guilherme é sobrinho de Pe Lu, ex-Restart (Foto: Andy Santana/ Brazil News e Reprodução)
De acordo com o artista, o fim do grupo, em 2014, trouxe desafios bem maiores do que muitos imaginavam. Apesar do sucesso alcançado pela Restart, ele afirmou que sua realidade financeira naquele período era bastante diferente da percepção do público.
Na tentativa de dar uma nova direção à carreira, Pe Lu investiu em outra área de atuação e, anos mais tarde, assumiu a gestão da carreira do sobrinho, o ator e influenciador João Guilherme.
“Quando a Restart terminou, em 2014, eu estava praticamente sem dinheiro por uma série de questões. Primeiro, que a gente ganhou bem menos dinheiro do que as pessoas pensam”, contou.
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Pe Lu relembra dificuldades
Na sequência do desabafo, Pe Lu contou que a falta de conhecimento sobre educação financeira contribuiu para agravar sua situação após o fim da Restart. O cantor admitiu ter tomado decisões equivocadas na administração do patrimônio, como assumir financiamentos com juros elevados e realizar gastos que, mais tarde, pesaram em seu orçamento.
Segundo o artista, além das dificuldades financeiras, ele também enfrentou um período de incertezas em relação ao futuro profissional.
“Peguei a última grana que eu tinha guardado e investi junto com a minha irmã numa clínica de estética, que depois virou uma franquia grande de estética, mas naquele momento era uma loja. Junto com o dinheiro, eu coloquei muito trabalho também. A gente tinha que fazer tudo, a gente cuidava do marketing, da parte comercial, da parte financeira”, disse.
Pe Lu relembrou ainda o contraste entre a fama conquistada nos palcos e a realidade vivida após o encerramento da banda. Ao ingressar no mundo dos negócios ao lado da irmã, Naira Ávila, que é mãe de João Guilherme e desde então passou a participar de reuniões comerciais e negociações em um segmento completamente diferente daquele em que era conhecido.
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Cantor fala sobre sentimento de fracasso
Durante o relato, Pe Lu também falou sobre os impactos emocionais provocados pelas dificuldades enfrentadas após o fim da Restart. O cantor revelou que, por muito tempo, conviveu com a sensação de não ter conseguido manter o sucesso profissional alcançado com a banda, o que fez surgir momentos de insegurança e frustração.
Segundo ele, a mudança brusca de realidade o levou a questionar a própria trajetória, alimentando um sentimento de fracasso enquanto buscava reconstruir a carreira e encontrar novos caminhos.
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Com o passar dos anos e a consolidação de seus novos negócios, um novo capítulo surgiu em sua vida profissional.
“As clínicas foram crescendo e nesse processo a gente também começou a cuidar da carreira do João Guilherme. Cuidei da carreira dele por dez anos e, nos primeiros anos era isso, luta, briga, construção para que as marcas conhecessem ele, para que agências conhecessem ele, para que ele tivesse bons papéis. Várias vezes, de novo, eu me senti assim, que alguém me olhava e pensava: ‘Ué, mas você não é o cara daquela banda?’ O que aconteceu com o seu sucesso?”, contou.
Apesar de ter expandido sua atuação para outras áreas, Pe Lu nunca se afastou da música. Paralelamente aos projetos empresariais, o artista deu início à carreira solo com o projeto Selva, retomando sua trajetória nos palcos.
Segundo o cantor, a estabilidade financeira conquistada por meio de seus empreendimentos foi fundamental para que pudesse investir novamente na carreira musical com mais tranquilidade e liberdade criativa.
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