O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (08) um cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia.

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (8) um cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia.

Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin (Foto: Reprodução)

Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin (Foto: Reprodução)

De acordo com o republicano, a trégua momentânea será válida entre os dias 9 e 11 de maio. Além disso, os países farão uma troca de mil prisioneiros cada.

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“Este pedido foi feito diretamente por mim e agradeço imensamente a concordância do presidente Vladimir Putin e do presidente Volodymyr Zelensky. Espero que este seja o começo do fim de uma guerra longa, mortal e árdua”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.

O norte-americano revelou ainda que as partes negociam por um fim definitivo para o conflito, que se iniciou em fevereiro de 2022.

Dia da Vitória

O cessar-fogo foi proposto pelo Kremlin em celebração do Dia da Vitória, celebrado em 8 de maio, e reconhecido como o dia em que o a Alemanha nazista se rendeu, decretando o fim da Segunda Guerra Mundial e a vitória dos Aliados, grupo liderado principalmente por Estados Unidos, Reino Unido, União Soviética e China.

“A celebração na Rússia é pelo Dia da Vitória, mas o mesmo ocorre na Ucrânia, pois ambos os países também tiveram um papel importante na Segunda Guerra Mundial”, complementou.

Guerra da Ucrânia

A guerra entre Rússia e Ucrânia começou oficialmente em 24 de fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram o território ucraniano por diferentes frentes, incluindo Belarus, leste da Ucrânia e Crimeia. O presidente russo Vladimir Putin classificou a ação como uma “operação militar especial”, enquanto a Ucrânia e países ocidentais definiram o movimento como uma invasão em larga escala.

A tensão começou a crescer em 2014, após protestos pró-Europa derrubarem o então presidente ucraniano Viktor Yanukovych, aliado de Moscou. Na sequência, a Rússia anexou a Crimeia e grupos separatistas pró-russos iniciaram conflitos armados na região de Donbas, no leste ucraniano.

A invasão de 2022 ampliou a guerra para praticamente todo o território ucraniano. Nos primeiros dias, forças russas avançaram rapidamente em direção à capital Kiev, mas encontraram forte resistência do Exército ucraniano comandado pelo presidente Volodymyr Zelensky.

O conflito então se transformou em uma guerra prolongada, marcada por bombardeios, ataques de drones, trincheiras e disputas por cidades estratégicas.

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