O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, Gisele Alves Santana, foi oficialmente transferido para a reserva remunerada da Polícia Militar de São Paulo. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça-feira (09).
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, Gisele Alves Santana, foi oficialmente transferido para a reserva remunerada da Polícia Militar de São Paulo. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça-feira (09).

Tenente-coronel fala pela primeira vez após virar investigado pela morte de PM (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O despacho foi assinado pelo coronel Antonio Thomazelli Junior, diretor da Diretoria de Inatividade e Pensão Militar (DIPM), formalizando a aposentadoria do oficial e sua inclusão no sistema previdenciário estadual.
Salário passará a ser pago pela SPPrev
Com a transferência para a reserva, Geraldo Neto deixa de receber os vencimentos diretamente da Polícia Militar e passa a ter os pagamentos realizados pela São Paulo Previdência (SPPrev).
Desde abril, quando solicitou oficialmente sua passagem para a inatividade, os valores ainda eram pagos pela corporação. Segundo a PM, o militar recebe cerca de R$ 22 mil mensais.
A corporação informou que os proventos poderão ser suspensos caso o oficial seja condenado pela Justiça Militar à perda da patente em decorrência do processo relacionado à morte da esposa.
Pagamento será realizado ainda neste mês
Em nota, a SPPrev confirmou que o tenente-coronel passará a receber os proventos de inatividade já em junho de 2026. Como o calendário regular de pagamentos ocorre no quinto dia útil do mês, o valor será depositado excepcionalmente por meio de folha suplementar até o dia 18 de junho.
O órgão destacou que a inclusão do militar no Sistema de Proteção Social dos Militares segue o que determina a Constituição Federal e a legislação vigente.
SPPrev afirma que segue atos administrativos vigentes
Ainda segundo a autarquia, o pagamento dos benefícios de inatividade decorre de ato administrativo legal e obrigatório, realizado pelo órgão competente.
A SPPrev ressaltou que atua exclusivamente como gestora da folha de pagamento de militares inativos e pensionistas do Estado e que eventuais mudanças na situação funcional do tenente-coronel, decorrentes de decisões administrativas ou judiciais, deverão ser comunicadas formalmente para adoção das medidas cabíveis.
Investigação aponta feminicídio e fraude processual

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente desde 17 de março. Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual.
Segundo a investigação, o oficial matou a esposa e alterou a cena do crime para simular um suicídio. O tenente-coronel alegou que Gisele teria tirado a própria vida enquanto ele tomava banho, após uma conversa sobre separação.
No entanto, a perícia concluiu que a versão apresentada não é compatível com os vestígios encontrados no apartamento.
A bala que matou a policial saiu da arma do próprio oficial. Peritos apontaram inconsistências na posição do corpo, da arma e da poça de sangue, indicando que a cena teria sido manipulada.
Geraldo Leite Rosa Neto responde judicialmente pela morte da esposa, Gisele Alves Santana. O caso segue em tramitação na Justiça.
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