Igor Zampieri, jovem que teve o nome associado ao caso da morte do cachorro Orelha, voltou a se pronunciar sobre o episódio na última terça-feira (14). Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele negou novamente qualquer participação na morte do animal e afirmou que continua sofrendo ataques desde que passou a ser citado nas investigações.

Acusado pela morte do cão Orelha se pronuncia pela primeira vez sobre o caso (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Acusado pela morte do cão Orelha se pronuncia pela primeira vez sobre o caso (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Igor Zampieri, jovem que teve o nome associado ao caso da morte do cachorro Orelha, voltou a se pronunciar sobre o episódio na última terça-feira (14). Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele negou novamente qualquer participação na morte do animal e afirmou que continua sofrendo ataques desde que passou a ser citado nas investigações.

O caso ganhou grande repercussão em janeiro deste ano, após o cão ser encontrado morto na Praia Brava, em Florianópolis (SC).

MP abre investigação contra delegado do caso Orelha (Foto: Redes Sociais)

MP abre investigação contra delegado do caso Orelha (Foto: Redes Sociais)

Jovem questiona versão envolvendo porteiro

Durante o vídeo, Igor afirmou que uma das versões mais difundidas nas redes sociais, de que um porteiro teria presenciado e filmado toda a agressão, nunca foi confirmada pelas investigações.

Segundo ele, a própria polícia informou, ainda no início do caso, que o funcionário não teria presenciado os fatos.

“Disseram que ele tinha visto tudo, filmado tudo, que foi coagido e ameaçado. Mas a polícia ouviu o porteiro e informou que ele não viu nada e nem filmou nada.”

Igor também afirmou que sua equipe buscou esclarecer os rumores diretamente com pessoas ligadas ao condomínio.

“Não existe esse vídeo”

No pronunciamento, o jovem disse que conversou com o porteiro e com pessoas que participariam do suposto grupo de WhatsApp onde o vídeo teria circulado.

Segundo ele, a gravação nunca existiu.

“Nós fomos atrás dessa informação e ela não se confirmou. Conversamos com o porteiro e com pessoas do grupo. Esse vídeo simplesmente não existe.”

Apesar disso, Igor afirma que a história continuou sendo compartilhada como se fosse verdadeira.

Advogado oferece assistência jurídica ao porteiro

Durante a gravação, um advogado que acompanha o caso colocou seu escritório à disposição do porteiro, caso ele precise de suporte jurídico.

“Estou disponibilizando toda a assessoria gratuita do meu escritório, tanto na área criminal quanto na cível, caso você precise.”

Segundo Igor, o objetivo seria permitir que o funcionário pudesse falar sobre o caso sem receio.

Jovem nega influência da família

Outro ponto abordado por Igor foi a alegação de que sua família teria influência para interferir nas investigações.

Ele negou a informação e afirmou que seus pais nunca fizeram parte de qualquer grupo de poder.

“Minha família não é poderosa nem influente. Nem mesmo somos naturais de Florianópolis. Meus pais sempre trabalharam duro para conquistar tudo o que têm.”

Ele também rejeitou as acusações de que o porteiro teria sido ameaçado ou coagido a mudar sua versão.

“Peço que analisem os fatos”

Ao final do vídeo, Igor voltou a pedir que as pessoas reavaliem as informações divulgadas sobre o caso antes de fazer julgamentos.

“Eu peço que vocês repensem o caso, analisem os fatos e tentem enxergar onde está a verdade por trás dessa história.”

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Relembre o caso

O caso envolvendo o cão comunitário conhecido como Orelha ganhou repercussão nacional em janeiro de 2026, após denúncias apontarem que o animal teria sido agredido por um grupo de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis.

Inicialmente, as investigações consideraram a possibilidade de maus-tratos. No entanto, em maio de 2026, o Ministério Público concluiu, com base em laudos periciais e na exumação do animal, que o cão morreu em decorrência de uma condição de saúde preexistente, descartando que a morte tenha sido causada por agressões.

Com isso, a Justiça determinou o arquivamento do caso.

Caso gerou repercussão nacional

Apesar do arquivamento, o episódio provocou ampla mobilização nas redes sociais e levou à abertura de apurações sobre a condução da investigação policial. O caso também impulsionou discussões sobre mudanças na legislação de proteção animal, incluindo propostas como a chamada “Lei Orelha”, além de iniciativas voltadas ao endurecimento das punições para casos de maus-tratos contra animais.

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