O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta segunda-feira (23), e foi para um quarto no Hospital DF Star, em Brasília.

Bolsonaro ficará em domiciliar por 90 dias (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)
Bolsonaro ficará em domiciliar por 90 dias (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (23), e deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo transferido para um quarto no Hospital DF Star, em Brasília.

A decisão, confirmada pelo médico Brasil Caiado, acontece dez dias após a internação do ex-chefe de Estado, que aconteceu no dia 13 de março. Ele cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, quando precisou ser internado com urgência.

Bolsonaro deixa a UTI

Bolsonaro foi internado após apresentar sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios. Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de broncoaspiração. Desde então, recebe antibioticoterapia intravenosa, além de suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora.

Em boletim atualizado nesta segunda, médicos confirmaram que o ex-presidente está “estável clinicamente”.

PGR sinaliza positivamente para domiciliar

Também nesta segunda-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a favor da concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro. A decisão foi comunicada após pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na sexta-feira (20).

“A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas”, afirmou Gonet.

Condenação

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em decisão da Primeira Turma do STF por participação na trama golpista. Ele foi o réu que recebeu a maior pena entre os condenados.

Na última semana, a defesa do ex-presidente emitiu o sexto pedido solicitando prisão domiciliar humanitária a Moraes, relator do caso, após cinco negativas do magistrado.

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