O desaparecimento de uma cápsula contendo Césio-137 de um instituto médico em Rosário, na província de Santa Fé, mobilizou autoridades argentinas e gerou preocupação em todo o país. O material radioativo, utilizado para calibração de equipamentos de medicina nuclear, sumiu de uma instalação localizada na Rua Rioja, no centro da cidade.

Reprodução / ARN
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O desaparecimento de uma cápsula contendo Césio-137 de um instituto médico em Rosário, na província de Santa Fé, mobilizou autoridades argentinas e gerou preocupação em todo o país. O material radioativo, utilizado para calibração de equipamentos de medicina nuclear, sumiu de uma instalação localizada na Rua Rioja, no centro da cidade.

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A ocorrência foi comunicada à Autoridade Regulatória Nuclear (ARN) na última terça-feira (16). Diante da situação, órgãos de segurança e equipes especializadas em emergências radiológicas estão em campo para localizar o material e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.

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Material mantido em recipiente blindado

Segundo a ARN, a fonte radioativa era composta por um gel à base de Césio-137 acondicionado em um recipiente plástico transparente. Além disso, o material permanecia armazenado dentro de uma blindagem de chumbo, desenvolvida para impedir a emissão de radiação ao ambiente.

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Apesar de o órgão regulador classificar o risco radiológico como baixo, a orientação é que qualquer pessoa que encontre o objeto não tente manuseá-lo. Em nota oficial, a agência alertou que o material não deve ser tocado e recomendou que qualquer informação seja imediatamente comunicada às autoridades competentes.

Césio 137: saiba quantas pessoas morreram e entenda maior desastre radiólogico da história

Imagem ilustrativa

Como as autoridades descobriram o desaparecimento

Técnicos do instituto perceberam o sumiço no momento em que precisavam utilizar a cápsula para realizar a calibração de um equipamento médico. Ao verificarem o local de armazenamento, constataram que o material já não estava onde deveria permanecer guardado.

A Autoridade Regulatória Nuclear acionou o Sistema de Intervenção em Emergências Radiológicas (Sier), além da Agência Federal de Emergências e da Divisão de Risco Radiológico e Nuclear da Polícia Federal Argentina logo após ter conhecimento da situação.

“A ARN interveio tomando as medidas necessárias, acionando o Sier e notificando imediatamente a Agência Federal de Emergência e a Divisão de Riscos Radiológicos e Nucleares do Corpo de Bombeiros da Polícia Federal Argentina”, informou o órgão em comunicado.

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As investigações buscam determinar quando a cápsula desapareceu e quem acessou o local onde ela estava. De acordo com informações divulgadas pela imprensa argentina, apenas quatro pessoas possuíam autorização para entrar na área de armazenamento do material radioativo.

Além disso, os investigadores analisam registros internos, movimentações realizadas no laboratório e imagens de câmeras de segurança. A possibilidade de retirada da cápsula sem autorização por alguém que possuía acesso ao local também integra as linhas de apuração.

Semelhança com tragédia de Goiânia

Devido ao relato, o caso despertou comparações com o acidente envolvendo o Césio-137 ocorrido em Goiânia, em 1987, considerado o maior desastre radiológico da história do Brasil. Na ocasião, dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada e removeram uma cápsula que continha o material radioativo.

Sem conhecimento dos riscos, no entanto, familiares e moradores da região compartilharam o material após a abertura do equipamento. O acidente resultou oficialmente em quatro mortes diretamente associadas à contaminação.

Entretanto, entidades que representam as vítimas sustentam que os efeitos da exposição provocaram consequências por décadas, com dezenas de óbitos relacionados às complicações decorrentes da radiação. Agora, as autoridades argentinas trabalham para localizar a cápsula desaparecida e evitar qualquer risco de exposição indevida ao material radioativo.

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