Uma investigação policial revelou um esquema criminoso que explorava a solidariedade da população para aplicar golpes pela internet. Segundo a polícia, três irmãos e a esposa de um deles criaram um site falso de arrecadação de doações para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul e desviavam o dinheiro enviado por pessoas que acreditavam estar ajudando famílias atingidas pela tragédia.

Irmãos são presos após desviar doações destinadas a vítimas de enchentes

Uma investigação policial revelou um esquema criminoso que explorava a solidariedade da população para aplicar golpes pela internet. Segundo a polícia, três irmãos e a esposa de um deles criaram um site falso de arrecadação de doações para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul e desviavam o dinheiro enviado por pessoas que acreditavam estar ajudando famílias atingidas pela tragédia.

Reprodução / divulgação

De acordo com as investigações, após a fraude ser descoberta, o grupo passou a utilizar a mesma plataforma para aplicar golpes de falsos empréstimos bancários, ampliando o número de vítimas e os prejuízos financeiros.

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Grupo criou site falso para arrecadar doações

Segundo a Polícia Civil, Diego Leite de Souza, de 31 anos, apontado como líder do esquema, atuava ao lado dos irmãos Jackson Leite de Souza (33), Jefferson Leite de Souza (35), e de Thaís Martins do Nascimento (27), esposa de um dos investigados. O grupo criou um site chamado “Brasil Esperança”, que simulava uma campanha de arrecadação destinada às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

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“Três irmãos são os responsáveis por golpes que usavam a boa-fé e a solidariedade da população como isca”, afirmou um dos investigadores.

Os suspeitos moravam em Piúma, no Espírito Santo, e passaram a ser investigados após a fraude ser identificada pela polícia gaúcha.

Suspeitos fugiram após prisão ser decretada

Conforme a investigação, no mesmo dia em que a Justiça decretou a prisão preventiva dos envolvidos, os suspeitos deixaram o município para tentar escapar da ação policial.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Diego foi localizado em Vila Velha, enquanto os outros três investigados fugiram para Muriaé, em Minas Gerais. “No mesmo dia em que a ordem de prisão foi decretada, esse grupo se dissipou e fugiu do município de Piúma”, explicou o delegado. Todos acabaram localizados e presos.

Golpe passou a oferecer falsos empréstimos

Durante a continuidade das investigações, a Polícia Civil descobriu que o grupo havia alterado o funcionamento do site. Embora mantivesse o nome “Brasil Esperança”, a plataforma passou a oferecer supostos empréstimos bancários.

Segundo o delegado, as vítimas eram direcionadas para contatos controlados pelos criminosos. “Esse site foi utilizado para redirecionar pessoas a um empréstimo falso. As pessoas clicavam nos links disponíveis e eram encaminhadas a um número privado de propriedade desses criminosos”, afirmou.

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As investigações indicam que o esquema teve atuação em pelo menos cinco estados brasileiros. Segundo a polícia, aproximadamente 40 vítimas já foram identificadas e o grupo movimentou cerca de R$ 18 milhões apenas no período analisado pela investigação.

Os investigadores também apuram o possível envolvimento dos pais dos três irmãos. “Pode-se identificar também, na investigação, a participação do pai e da mãe desses irmãos”, declarou o delegado.

Polícia faz alerta

Apesar da dimensão do esquema, a Polícia Civil afirmou perceber que a população está mais atenta aos golpes virtuais. “Nós temos notado que esses números vêm se estabilizando. Isso é fruto da maturidade e da conscientização da população”, destacou um representante da corporação.

As autoridades reforçam a importância de verificar a autenticidade de campanhas de arrecadação e de instituições financeiras antes de realizar doações ou contratar qualquer tipo de serviço pela internet.

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