Mensagens interceptadas do celular de Márcia Garcia, mulher de Marcinho VP e mãe de Oruam, ap0ntam a ligação da família Nepomuceno com o o líder do Comando Vermelho (CV), Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso.

Mensagens vazadas de família de Oruam liga Marcinho VP a Doca, líder do CV (Reprodução)
Mensagens vazadas de família de Oruam liga Marcinho VP a Doca, líder do CV (Reprodução)

Mensagens interceptadas do celular de Márcia Garcia, mulher de Marcinho VP e mãe de Oruam, ap0ntam a ligação da família Nepomuceno com o o líder do Comando Vermelho (CV), Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso.

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Edgar Alves de Andrade, o Doca, é um dos que foi indiciado (Foto: Reprodução)

O caso veio à tona após novas investigações da Operação Contenção, ação que investiga a expansão da facção e seu esquema de lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, na conversa, a mãe de Oruam pede que Preto busque R$ 10 mil com “DC”. De acordo com as investigações, a sigla seria uma referência a Doca.

Vai no DC. Preciso pagar o cartão. Emprestado. Para mim. Pedir 10”, escreveu a empresária.

Preto, segundo a polícia, é Mauro Nepomuceno, o Oruam, filho de Márcia. Ele responde: “Vou lá”.

Além do artista e sua mãe, o irmão dele, Lucas Santos Nepomuceno também são é está sendo procurados pelas autoridades.

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Oruam segue foragido

O rapper atualmente é considerado foragido da Justiça desde fevereiro de 2026, após ter sua prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio. A medida foi tomada devido a 66 violações da tornozeleira eletrônica, incluindo desligamentos do aparelho, enquanto cumpria prisão domiciliar por acusações de tentativa de homicídio contra policiais, resistência e desacato.

Como funcionava o esquema

As investigações, conduzidas ao longo de cerca de um ano, identificaram um sistema estruturado de lavagem de dinheiro. De acordo com os agentes, valores oriundos do tráfico eram repassados a operadores financeiros, que fragmentavam os montantes por meio de contas de terceiros.

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Esse processo incluía pagamento de despesas, aquisição de bens e estratégias de ocultação patrimonial, dificultando o rastreamento dos recursos ilícitos.

A polícia também apontou movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, o que reforça a suspeita de origem ilegal do dinheiro.

Ligações com lideranças do tráfico

Marcinho VP e Oruam || Reprodução: Redes Sociais

Marcinho VP e Oruam || Reprodução: Redes Sociais

Durante a apuração, foram identificados diálogos entre Carlos Costa Neves, conhecido como “Gardenal”, apontado como uma das principais lideranças do grupo, e um miliciano.

As conversas indicariam a influência de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, como liderança central da facção, mesmo estando preso há anos. Ele também é pai de Oruam.

Operação segue em andamento

As investigações continuam para identificar outros envolvidos, empresas utilizadas no esquema e possíveis beneficiários indiretos.

Segundo dados das autoridades, a ação já resultou em mais de 300 presos, além de 136 suspeitos mortos em confrontos. Também foram apreendidas cerca de 470 armas, incluindo 190 fuzis, e mais de 51 mil munições.

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