O vereador Túlio César foi preso temporariamente durante uma nova fase da Operação Elo Oculto, que investiga o assassinato de Lavignia Gabrielly, de 20 anos, morta a tiros em uma casa noturna de Poxoréu (MT). A Polícia Civil apura a atuação de uma facção criminosa, que teria ordenado o crime por suspeitar que a jovem fosse informante da polícia devido à proximidade com a base da PM onde a mãe trabalhava. O inquérito segue sob sigilo.
O vereador Túlio César (Republicanos) foi preso temporariamente nesta terça-feira (14) durante uma nova fase da Operação Elo Oculto. A ação deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PC MT) tem como objetivo investigar o assassinato de Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos.

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)
A jovem foi morta a tiros no dia 10 de maio de 2026, dentro de uma casa noturna em Poxoréu (MT), e a investigação aponta que o crime foi ordenado por integrantes de uma facção criminosa que atua na região.
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Operação prendeu vereador
A operação foi conduzida por equipes da Delegacia de Poxoréu, que cumpriram um mandado de prisão temporária contra o parlamentar, além de ordens de busca para apreensão de documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou um balanço oficial sobre os objetos recolhidos durante a ação.
Esta é a segunda vez que Túlio César é alvo da investigação. No dia 3 de junho, policiais já haviam cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do vereador. Na ocasião, ele afirmou ter recebido a operação com surpresa e negou qualquer envolvimento no homicídio.
Morte da jovem de 20 anos
Segundo as investigações, Lavignia Gabrielly estava em uma casa noturna de Poxoréu quando um homem armado entrou no estabelecimento e efetuou diversos disparos contra ela. A jovem foi atingida e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
Ao longo das diligências, a Polícia Civil concluiu que o assassinato foi determinado por membros de uma facção criminosa.
Conforme o inquérito, a motivação estaria ligada ao fato de a mãe da vítima trabalhar na base da Polícia Militar do município e, eventualmente, contar com a ajuda da filha nas atividades do local.
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Lavignia Gabrielly era filha de funcionária da PM
De acordo com os investigadores, pelo fato de Lavignia frequentar a unidade policial, integrantes da organização criminosa passaram a acreditar que ela atuava como informante da polícia. A partir dessa suspeita, a facção teria decretado sua morte.
Os mandados cumpridos nesta terça-feira têm como objetivo reunir novas provas para esclarecer completamente o crime e identificar todos os envolvidos.
A Polícia Civil informou que os equipamentos e documentos apreendidos passarão por perícia e análise para verificar a possível participação de outros suspeitos.
Investigação em sigilo
O inquérito segue em andamento e tramita sob sigilo. Com o avanço das investigações e a análise do material recolhido durante a operação, a expectativa é que sejam individualizadas as condutas de todos os investigados e esclarecidas as circunstâncias do homicídio.
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